terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O Carnival




Como entender o carnaval? Ao longo dos tempos tudo se transformou. De uma festa religiosa Cristã da Idade Media, passou a ser o maior símbolo de tudo o que a igreja condena. Tudo bem que Carnaval e o tempo do exagero, pois antecipa a quaresma, mas que exagero! Meu carnaval começou assim, refletindo, pois quando tentava explicar o que era o carnaval para as pessoas das mais diversas partes do mundo, todos ficavam sem entender direito o porquê numa festa religiosa todo mundo dançava creu (creu faz sucesso por aqui), se drogava, bebia, andavam semi nus, quando não nus, beijando-se uns aos outros, e fazendo ainda mais diversas outras coisas que por razões de censura não devem ser comentadas. Mas tirando pelo espírito brasileiro que eles já conhecem, as coisas ficavam um pouco claras para eles. Mas voltando ao meu sábado de carnaval, não tinha muito o que fazer, resolvi sair para tirar fotos.



O dia não estava tão bonito, na verdade estava horrível! Frio para caramba, o que é horrível para tirar foto, pois não dá para fazer os ajustes na câmera com luva, mas "quem esta na neve é para se congelar". Bahh, chamei o magrão gaucho para ir para praia, Diderot, um dos meus novos roommates, ele também se amarra na fotografia.


No caminho, pessoas na rua, gritando, vestindo fantasias, se aglomerando, com estandartes... O que é isto? Carnaval? Escolas de samba? Blocos carnavalescos? Não! Mas a razão do movimento também era justa, uma manifestação para proibir a comercialização de casaco de pele. The Bay é uma imensa loja de departamento, que ajuda a dar andamento a este crime tão bárbaro e antigo. Às vezes não entendo as pessoas, qual a razão? Mais uma vez paro por aqui, não quero ser chato! Mas descemos do ônibus para por o nosso nome no abaixo assinado, era o mínimo que poderíamos fazer.


Sei que muitos de vocês estavam no Francês, Barra de São Miguel, Maragogi e coisas do tipo, pensando: Daniel praticamente no pólo norte, morrendo de frio, cheio de roupas, comendo neve, e nos aqui nesta praia maravilhosa, com este sol incrível, águas mornas e apenas a cerveja de gelado. Ah, peguei vocês! Também fui para praia curtir meu carnaval, como de costume.


Só não poderia imaginar que a praia daqui consegue ser mais fria do que o resto da cidade, por causa do vento que é insuportável, acredito que -25 era pouco para o que eu senti neste sábado de carnaval, tira-se pela quantidade de gente que tem na praia. É, vocês tem razão, me dei mal, não estava numa praia como vocês! Saudades... E antes que algum engraçadinho venha querer me corrigir, eu sei que Toronto não é banhado por nenhum oceano, mas e banhado pelo Lago Ontário, dai a praia é um tanto artificial, mas ainda sim bomba no verão. Quando fizer um dia de sol volto lá, tiro umas boas fotos e faço um post legal sobre a praia.


Que venha o carnaval! Não poderíamos passar toda este momento em que todos os brasileiros são felizes sem fazer nada! Fizemos uma festinha aqui em casa de última hora, umas cervejitas, músicas eletrônicas e outras cozitas mais. Legal! E o Brasil esta na boca dos jornais, todo dia sai uma notícia sobre o carnaval do Brasil, normalmente com um tom meio de despeito, talvez a briga com o Canadá pelo 9° lugar dos países mais ricos do mundo tumultue as informações (em algumas listas exite esta disputa, em outras o Brasil aparece disparado). Segundo Canadá, o Brasil ganhou como o país do carnaval de pessoas com menos roupas. Novidade!

What crisis? The downturn can't stop Brazil's Carnival! Esta foi a outra reportagem que eu li hoje, dizendo que o Rio de Janeiro conseguiu ultrapassar a arrecadação do ano passado, mesmo com a recessão. Um pouco de sarcasmo e de reverencia. O que me permitiu acompanhar os blocos carnavalescos torontianos pelo camarote lá de casa.


Da minha varanda, entupida de confete canadense, servindo de camarote para o nosso carnaval, percebi que tudo isto é porque o carnaval não precisa ser entendido, apenas vivido. Às vezes tento escrever mais um pouco sobre a minha indignação diante de tudo o que esta acontecendo no Brasil, mais uma vez intervenção da Força Nacional em Maceió, nada muda, nada! É muito triste ver estas noticias se ecoarem por tão longe da minha cidade. Mas este não é o objetivo deste blog, afinal, "Living is easy with eyes closed". Na verdade, se estivesse por ai, pularia o carnaval do mesmo jeito! Agora, pularia ainda mais. Ah, nem tudo na vida tem que ser sensato.


Luli, como foi o carna de Diamantina? Música quase perfeita para você, só deveria ser o contrário. Carnaval em Quebec precisa de muito dinheiro, então, estou fora! Bom Marcela, a parte mais legal do carnaval foi acordando domingo com a neve caindo na cabeça, tomando a última cerveja de bermuda e camiseta a -10 graus. Bom não? Bull sem graça mesmo, mas é um símbolo do poderio financeiro norte-americano, bem representativo para eles, valeu a pena conhecer, aqui em Toronto tem umas vacas magras, depois posto umas fotos delas! O os demais, como foram de carnaval? Espero que ótimo! E eu que reclamava do carnaval da Barra de São Miguel, saudades...

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A resposta 4



Está bem, não resisti, eu tinha que postar esta foto do Touro da Wall Street, na verdade estava querendo fazer algo mais com a fotografia, mas tive um pouco de respeito com algo tão simbólico para um pais. E foi engraçado encontrar este Touro, pois tinha esquecido como é Touro em inglês e o mapa que eu tinha não explicava onde era, então eu saia perguntando onde era o monumento da Wall Street, mas eles sempre me levavam para um lugar completamente diferente, até que resolvi avacalhar: Do you know where is the Wall Street’s monument? ...The big animal? ...Like a big cow! Depois de umas belas risadas, a mulher falou, Ahhh, the Bull! Bom, doesn't matter! I found!


Mas a intenção deste post são as respostas: Dyego permaneço fiel ao “rafamerianismo” sim, agora aqui existe uma coisa chamada outlet, que você compra estes tipos de roupas mais barata do que no Wal Mart, e um dos mandamentos do nosso “livro” diz: “Ao economizares, jamais esquecereis que algo de boa qualidade é mais econômico que dois de origem duvidosa”! E está marcado a bebemoração sim, pois tem o meu niver ainda no bolo. Obrigado Mayrla pelos elogios, continua acompanhando. Talmir fui numa loja chamada Long and Mcquade, praticamente um Museu, passei mais de hora lá dentro olhando todas as Fenders, e você sabe que Godin é uma marca canadense? Tinha todos os modelos aqui! Lagrimas rolaram... Nandinha, estou magrinho não é o ângulo da foto, e você acertou, cortar cabelo aqui é uma nota e ainda tem que pagar tip, então vou ter que esperar voltar para o Brasil.


Depois de uma semana de verão, marcando 0 grau, volta o inverno com força, delícia! Marcela eu sou tão previsível assim? Todos os papos com os amigos são assim, marcando um para ir para a casa do outro, afinal preciso colocar outros países neste blog! Lívia e Tonico, estava sentindo falta de vocês mesmo, vi uns posts antigos com comentários de vocês, mas então, estou meio sem querer voltar, depois que provei da Coca-cola não quero mais parar, e vale a pena sim ir para D.C., fantástica! E Pedok, vi você por aqui também, pois é, desbravadores, mas sempre cheio de saudades! Calma Lila e Dé, estou em um lugar melhor, depois eu faço um post sobre, e já estava com saudades de vocês, pensei muito a respeito em fazer um livro ou algo sobre viajar barato, nada mais do que uma questão social. Você também Rê, achei que tinha esquecido de mim. DuNGUinHaH...EU EMu??!?! NunCaH NAh VIDjah!!!!! soh imPREXXAum...... tI AmOdOLU vIu??!?! Mandem as fotos das pecinhas!!! E APROVEITEM O CARNAVAL POR MIM!!!

A mudança - Parte 1, 2 e 3 (trailer)



Ah, a minha antiga Clapperton Avenue, bonita vizinhança, grandes espaços entre as casas, esquilos circulando, crianças brincando na neve, árvores e jardins bonitos, pessoas educadas soltando “Good morning” e “Have a nice Day” o tempo todo, comida na mesa, roupas e casa limpa, pagava uma nota por este sonho americano e ainda gastava uma hora para chegar no downtown. Ah, era um saco!


Eu vim aqui para soltar as minhas asas, mas na verdade eu era “filhinho de homestay”, as coisas também estavam apertando, então tive que sair e procurei um lugar mais barato. Na real, isto aconteceu em 20 de dezembro de 2008, vai completar 2 meses, tinha até comentado em outro post (O meu Natal).

Agora sim, Lappin Avenue, 15 minutos do downtown, na verdade pode-se considerar um pouco downtown, excelente localização! Rendeu-me boas horas de sono a mais!


Mas a vizinhança um tanto diferente, tudo aqui é mais apertado, casas menores, maior movimento, na verdade minha casa é o primeiro andar desta casa de tijolinhos, dividia com as pessoas que eu mostrei no post do Natal, Tiago e Vanessa (O meu Natal). Só para deixar claro, o Audi não é meu.


Depois ainda chega Victor para superlotar a casa, que por dentro também é bem diferente da minha antiga homestay (A homestay). Mas tem o suficiente para sobreviver!


O quarto era um tanto complicado, bem pequeno, poucos móveis, resumindo, bem diferente da minha antiga vida de barão!


Mas até que tinha um sunset legal. Na verdade coloquei esta foto porque queria postar a primeira foto que tirei com a D60, eu sei que não tem nada demais nela, mas foi a primeira, e apesar da deliciosa magia de toda primeira vez, dificilmente sai boa!


E a minha obsessão por vistas permanece, vistas me fazem pensar, assim como as persianas do meu quarto também, que de um ângulo parecem tão infinitas, mas na verdade são tão limitadas. E de tanto pensar resolvi expandir ainda mais a minha vida!


Então, uma nova mudança! Adeus Lappin, Tiago e Vanessa, foi bom enquanto durou! Boa sorte na jornada de vocês e quando precisar e só gritar, afinal todos permaneceremos em Toronto, guardarei um pedacinho de Recife comigo, Visse?

sábado, 14 de fevereiro de 2009

As pessoas


Sempre mostro os lugares, mas não só matéria torna uma viagem fantástica, pelo contrário, o que tornou tudo o que estou vivendo ainda mais perfeito foram as pessoas que conheci por aqui. E o bom de estudar é que você consegue abrir um bom leque de amigos, de todos os países do mundo. Este post vai ser só para mostrar alguns deles. Para começar, esta foto com este verde lindo, seu nome é Yuki, japonesa lógico, e muito inteligente como todos eles são, tem mais de 30 países pelas costas, muito gente boa.


Esta é Tomomi, nipônica muito amável, uma amigona, assim como todos os outros adora o Brasil, e é louca para ir lá, quando mostrei as fotos de Maceió ela ficou encantada, sem entender porque eu saí lá. O que tenho visto do Japão também é show, quem sabe eu consigo expandir o meu mundo e mostrar para vocês. Dunga meu caro, você perdeu, insistia que minha Tattoo não tinha sentido, mas é exatamente o que eu queria sim.

A escola também é cheia de Brazucas, este ai é um deles, muito gente boa, Renato, paulista, passou só um mês na PLI.


Esta daí é Kiunrim (???), a garota mais engraçada da escola, coreana, completamente diferente das demais, já que eles são bem tímidos, esta é super espalhafatosa, grita o tempo todo, não consigo olhar para ela sem cair na risada.


Onur, outro turco, como quase todos bem amigos, muito loucão, quer ser cineasta, rodamos um bocado conversando besteira por Toronto, cada um com uma idéia mais louca que a outra.


Esta é Jeane, japonesa? Não, brasileira! Encontrei com muita gente aqui em Toronto que jurava que era japa, mas na verdade era de São Paulo. Vai ser uma coisa que eu vou estranhar muito quando voltar ao Brasil, a certeza da nacionalidade, aqui a primeira pergunta que se faz para qualquer pessoa é "Where are you from?".


Ninguém inicia uma conversa em português por aqui, mas brasileiro tem um sotaque muito igual, então basta dois minutos de conversa para descobrir. Os mexicanos se assemelham muitos aos brasileiros, são sempre divertidos, risonhos e loucos, este ai é Edgar, mexicano, um dos últimos amigos que fiz por lá.


Esta é Adriana, paulista também, São Paulo impera por aqui, ela me mostrou que se pode encontrar de tudo em Toronto, um dia desses ela chegou com Maizena, Leite Moca, e pasmem, Azeite de Dendê, incrível! Ela prometeu uma moqueca, estou esperando...


Dentre todos os loucos, esta daí é sem duvida a mais, Masha, da Rússia, ela tem um cabelo super lizinho, bonitinho(https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEihI4tiPLF1eDaEFXjeqIeBs2HyUAh0VMUJ0kLbmc5bVmTKW2wd7xYsZnyRZ9vCSnQSi0FJKFU7ivtUygQ8ohyphenhyphenASY1YxLjamRYIFBCDHGPn81TsVPny4K26R0Pv8-rl8-Zu-S3x9rOm0VaX/s1600-h/4.jpg), dai ela apareceu na escola com este cabelo ai, louca demais! Aprendeu as principais frases brasileiras, como fio terra, vai tomar no c...


Para finalizar, para não tornar o post tão grande, Rodrigo, pernambucano, jurista, culto e muito religioso, sempre trocamos idéias sobre religião, lógico que ele na defesa e eu na ofensiva. Pois é Dyego, adorei as fotos e os vídeos, estou aguardando os dos Pecinhas. Não precisa ser mais especifica Lulizinha, eu sei bem o que você fez no High Park. Obrigado Dunga por abrilhantar este blog. Ow Sogrinha era exatamente isto que eu iria dizer quanto, e tem mais, o outro truque é gostar da sogra também, Hehe.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O High Park


Estamos no auge do inverno, mas como tinha falado no ultimo post esta semana o “tempo deu um tempo” para a gente respirar, neste ultimo sábado mesmo fez um pouco de sol e, pasmem, 7 graus positivos! Não poderíamos perder o dia e fomos conhecer o High Park.


Aqui aquelas aves migratórias, não vou arriscar o nome para não levar outra lição do Dyego, se alguém souber comenta ai. Consegui ver aquele vôo em “V”, belíssimo, mas não consegui uma foto.


Todos dizem que na primavera, verão e outono o parque é fantástico, muita grama, cores e natureza. Mas no inverno apenas se tem esta visão branca e sombria, como um filme de terror. Pouquíssimas árvores com folhas.


Este parque é como o Central Park de New York ou o Parque Ibirapuera de São Paulo, é imenso, fica no meio da cidade, cheio de árvores, alguns poucos animais, pista de cooper, mesas para leitura, etc e tal.


Mesmo cheio de neve lá é muito legal! E o clima então tornava tudo perfeito, o sol poderia ter dado mais as caras, mas ainda assim valeu.


Vou tentar ir ai em cada estação, tentar acompanhar bem as mudanças, poder sentir um pouco da natureza se transformando, afinal praticamente só temos uma estação no Brasil, e aqui as estações são bem definidas. Dá para ver as mais diversas tonalidades, mal posso esperar para poder colocar um pouco de cor da minha vida.


O lago todo congelado dá a maior vontade de sair correndo! Se vocês prestarem atenção tem várias mansões em cima do morro, segundo o guia Tiago é uma região caríssima, mas deve ser mesmo.


Cabelos ao vento, cabeça nas nuvens e somente uma foto tornar imutável a minha vida.


Modelos de Toronto.


A parte mais difícil foi subir este morro. Neste circulo fica um dos maiores cartões postais do Canadá, mas estava coberto de neve, no verão eu mostro a vocês. Está vendo Dunga, depois te dou uns toques de como conquistar a sogra, hehe. Oi Marcela, que bom ver você por aqui, pois é, foi ótimo o reencontro!

Mudando completamente de assunto, invejinha legal dos Maceioenses, Baile do Baleiro, deve ter sido perfeito! Valeu Dyegão pelos poucos minutos!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A volta para a fábrica de neve


A trip americana acabou, foram 4 dias para poder respirar um pouco, fugir deste frio que procuro palavras para descrever mais não consigo. Lá nos USA está um clima maravilhoso, em média de 0 grau. Depois de passar tanto tempo na casa dos -10, -20, 0 grau soa como verão no Francês. Esta foto foi tirada umas 8hs da manha, assim que voltei dos USA, façam um comparativo!


Até que a gente não é de fazer muita macacada com a neve não, achei que seria mais matuto, brincaria mais, mas o frio é tão grande que tudo que a gente pensa é em chegar ao nosso destino o mais rápido possível. A rua é uma espécie de tortura. Mas a matutice às vezes fala mais alto.

Estávamos voltando de um lugar que não me lembro agora, e resolvemos brincar de escalar os morros de neve que se formam entre a rua e a calçada, é verdade, este Monte Everest fica na minha rua, tem uma porrada destes morros. Detalhe para o cofre de Victor!


Olha o resultado da brincadeira! Tudo bem que estávamos a alguns poucos metros de casa, mas sinceramente isto não é brincadeira que se faça. Daqui a uns dois meses começa a primavera, antes disto faço uma boa guerra de neve e um boneco para postar por aqui.


Literalmente macaquice, Mas foi divertido! Esta próxima semana vai ser fantástica, entre 0 e 5 graus! Amanha vai fazer 5 graus positivos, a cidade toda esta excitadíssima, não se fala em outra coisa, 1000 planos para o Weekend! Obrigado Rê pelas doces palavras, adorei. Pow Dyego, Sampa e show, cidade fantástica, tão quanto todas as que estou visitando por aqui, vou preparar uma programação rafamé para você. Que venha o meu curto verão Torontiano...

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A United Nations


Não coloquei a ONU junto do post de New York por dois motivos: Primeiro porque oficialmente a ONU é um território internacional, logo quando entramos lá saímos do solo americano, apesar deste território ficar dentro de Manhatan. Segundo porque um lugar tão fantástico merece um capítulo a parte deste meu blog. Nesta foto a primeira impressão, talvez as curvas deste prédio lhe façam lembrar um brasileiro, quem?


Claro, Oscar Niemeyer, com muito orgulho foi um dos projetistas do prédio da ONU, e logo no começo da visita a Guia mencionou seu nome e nacionalidade, dentro de tantos gringos estufei meu peito. Na foto a obra fantástica mostra um pouquinho da função primordial da ONU, e não precisa ser nenhum gênio para descobrir. Mas não se preocupem, não farei deste post uma estressante aula de Direito Internacional Público.

Visitar este prédio para mim tem uma emoção ainda maior, afinal foram várias as horas gastas nas minhas aulas falando sobre esta organização internacional, a mais importante do mundo, que tanto contribuiu e contribui para uma melhora deste nosso tão conturbado planeta. Ainda lembro-me das sábias palavras da Andréa Pacífico, que se fizeram ecoar através de mim e de tantos outros.


Foram muitas as horas de estudo, razão pela qual tudo que a Guia dizia eu já sabia, modéstia à parte. O gostoso mesmo foi poder ver de perto um pouco de tudo que até então só tinha visto em teoria. Ter conhecido a ONU foi sem dúvida a melhor coisa que fiz nesta ida aos USA.


Tentei tanto explicar a função, o que vem a ser a tal da "Assembléia Geral da ONU", quando entrei nela uma emoção me consumiu, fiquei imaginando tudo o que já tinha lido e visto a respeito, daria tudo para ver uma sessão, mas estava em recesso, e mesmo assim, não seria possível, mas quem sabe um dia.


Quem sabe um dia poderia viver de forma mais intensa e poder contribuir um pouco mais com o nosso planeta. Tentei fazer um pouco disto mostrando a função da ONU para alguns vários alunos que em um curto espaço de tempo passaram por mim. Esta semana um grupo deles me deixou muito feliz, que queria compartilhar com vocês, afinal fui "professor homenageado" de uma das minhas antigas turmas, felicidade sem tamanho!


Rê literalmente de "observadora", quem senta nestas cadeiras são os observadores, que são as pessoas, leiam-se organizações internacionais, o Vaticano, que podem participar da Assembléia, mas não tem direito à voto. Digo observadora pois sei que ela estava achando tudo isto um saco! E eu babando por tudo que via.

Lá tem vários presentes de todas as partes do mundo, o Brasil lógico que não poderia estar de fora, afinal é tão ovacionado por todos os países pela sua posição diplomática tomada em ralação aos conflitos internacionais. Lembrei-me da emoção de ver o meu primeiro Portinari na Pinacoteca de São Paulo, o "Mestiço", mas ver estes dois painéis imensos pintados por ele foi surreal. Este primeiro painel chama-se "Guerra", foi pintado quando ele começou a adoecer, mais uma reflexão sobre a função da ONU, ou seja, quando você entra na ONU as escadas lhe levam a ver este primeiro painel, um painel marcado por tristeza, desespero, guerra, sofrimento e tudo o que há de ruim neste mundo.


E quando você sai a outra escada lhe leva a ver o outro painel, a "Paz", mostra o mundo depois da ONU, um mundo com crianças brincando, de paz e felicidade. Fascinante! Ocupa duas paredes imensas e levou 4 anos para serem feitos. Fico encantado quando pessoas como Portinari mostram tantas mensagens sem precisar dizer apenas uma palavra!


Aqui mais um ângulo do prédio, para mostrar mais um pouco das grandes obras brasileiras fundidas em território internacional. Lulizinha minha querida não tinha te respondido porque queria fazer surpresa, lógico que jamais deixaria de ir na ONU, valeu pela dica. Até que você não é tão ruim na fotografia Rê, mas também com um professor como eu. Valeu pela sessão Discovery Channel Dyego, e o Baile do Baleiro é show, acompanhei por muito tempo no seu site, mas nunca tinha previsão de ir para Mcz, aproveite! Vou ficando por aqui, mais uma noite de -29, perspectiva de mais 2 meses para o fim do inferno, ohhh, inverno.