Tenho uma mania de escrever as coisas somente depois que elas acontecem, e não durante o acontecimento, mas enfim, hoje vou falar sobre uma pessoa fantástica que passou por aqui, o Edgar, vulgo Panzon.
Já tinha mostrado Edgar uma vez aqui no blog (As pessoas), tinha achado ele muito gente boa, mas não sabia que ele iria marcar tanto esta trip. Ele é mexicano, estudamos juntos na mesma escola e depois ele veio morar com a gente aqui por mais ou menos um mês.
As nossas saídas foram fantásticas, ele gostava muito de uma balada latina chamada Momentos, e de vez em quando nos forçava a ir, queria sair o tempo todo, mas o meu dinheiro não acompanhava a sua empolgação.
Mas não só de festas se faz um amigo, o cara é muito gente boa, é a pessoa mais desprendida que eu já conheci na minha vida.
Foi muito bom ter tido ele como roommate, pois pude conhecer e viver um pouco da cultura mexicana. Nesta foto, por exemplo, eu de Pink Panther, para quem não sabe a tal da Lucha Libre é muito popular no México, eles lutam com mascaras e fantasias, bem interessante. O que me rendeu um apelido também.
O último dia da família Dundas Street West reunida, Lucas, Diderot, Victor, Edgar, Eu e Giuliano abaixado, último porque esta foto foi tirada na festa de despedida do Edgar e do Giuliano, maluco muito gente boa também.
Meu espanhol é muito pobre, dai queria colocar um apelido nele, xingá-lo de alguma forma, mas não sabia como, dai lembrei do filme Frida Kahlo, em que ela chamava o seu marido de Panzon, que significa barrigudo, gordo, sei lá, meio depreciativo para eles, já que eles prezam muito por um bom corpo, e Edgar não é diferente, ele ia para academia mesmo quando fazia -20 graus.
Bons momentos com o Panzon, e duas promessas: Uma de conhecer o Mexico City e outra de conhecer Maceió. Torcer para que as duas dêem certo, pois com certeza ele vai fazer falta.

